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 20 tipos de vidros: ecoeficiência, beleza e segurança

De 4000 a.C. até hoje, pouca coisa mudou na composição do vidro: a mistura básica ainda funde sílica (areia) e outros minerais. Mas no resultado final... Quanta diferença. Impulsionada por novos processos de fabricação e beneficiamento, essa indústria deu um salto em números e qualidade no país. E, quanto maior a demanda, maior o investimento em tecnologia – graças a ela, produtos como chapas autolimpantes e de controle solar já são uma realidade incorporada ao repertório nacional. Os vidros estão até revestindo fachadas de casas, como mostramos em nossa seleção com 30 projetos.

Ecoeficiência
Dentre as novidades verdes, despontam os vidros seletivos, capazes de refletir mais calor que luminosidade. Nas versões atuais, diminuiu-se o aspecto espelhado. Obter o resultado ideal, porém, exige conhecer cada produto: 'Os vidros low-e [de baixa emissividade, comuns na Europa e recém-chegados aqui] funcionam bem em países frios, pois permitem a entrada de radiação solar e não a deixam sair, mantendo os interiores aquecidos. Nos trópicos, vale apostar nos modelos com controle solar associado', diz a arquiteta gaúcha Lisandra Fachinello Krebs, consultora da Krebs Sustentabilidade e profissional acreditada pelo LEED (selo americano de green building). Nestes, a mesma chapa combina camadas de substâncias com as duas propriedades, tornando-a apta a diminuir a incidência de calor de um lado e evitar a perda de refrigeração do outro.

Segurança

Anteriormente tímido em sua participação na construção civil, o vidro agora compõe degraus, guarda-corpos, vigas e outras estruturas até então entregues a materiais como concreto e madeira. 'Uma vez identificados os problemas que aumentavam a fragilidade do vidro, buscou-se neutralizá-los', diz Paulo Duarte, referindo-se aos métodos tradicionais de corte e lapidação que intensificavam a presença de microfissuras intrínsecas ao material e diminuíam seu desempenho. Além do aperfeiçoamento dessas tecnologias já conhecidas, novas técnicas surgiram – como o corte com laser e jatos d’água, alternativas ao bom e velho diamante. Outro fator que colaborou para a maior presença do vidro na arquitetura foi a melhora no beneficiamento. Na laminação, sobressai a busca por películas de maior segurança para o recheio entre as folhas.

Estética

Não faz muito tempo que as opções em vidros impressos se resumiam a padrões canelados e martelados, aqueles comumente vistos nas janelas de banheiros e lavanderias de antigamente. Surgiram pontilhados, estrias, quadriculados e outros acabamentos de visual moderno, com outra vantagem: o incremento na fabricação garante uniformidade à face lisa das chapas, característica fundamental para que a maioria delas aceite beneficiamentos como laminação, têmpera e serigrafia. A laminação, aliás, é outro segmento repleto de possibilidades: além da cartela de cores infinita, o processo avançou a tal ponto que tornou possível rechear os sanduíches de vidro com reproduções de fotos, cortes de tecido e lâminas melamínicas, entre outras opções – bem como preparar folhas de até 6 m de comprimento (na têmpera, o limite atual é de 5,20 m), para a felicidade do arquiteto paulista Arthur Casas. 'Quanto menos emendas, melhor', afirma ele, que sonha com placas ainda maiores, já corriqueiras em outros países.

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